Pacajá: Prisões por furto de energia
Escrito por Jornalismo Nativa em 4 de Agosto, 2026
AS ligações clandestinas foram constatadas em balneário, câmara frigorífica, gráfica e residências; a energia desviada seria suficiente para manter cerca de 150 casas populares com energia por um mês
Quatro pessoas foram presas em flagrante suspeitas de furtarem energia em Pacajá, no sudeste do Pará. De acordo com os levantamentos técnicos da Equatorial Pará, a quantidade de energia desviada em seis imóveis vistoriados pelas equipes seria suficiente para abastecer aproximadamente 150 casas populares por um mês.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Investigação de Crimes Contra as Concessionárias de Serviço Público (DIOE), da Polícia Civil, em conjunto com a Polícia Científica e equipes técnicas da Equatorial Pará. Durante a fiscalização, foram identificadas ligações clandestinas de energia em seis imóveis: um balneário localizado às margens da Rodovia Transamazônica, uma câmara frigorífica também situada na rodovia, uma gráfica no centro da cidade e residências distribuídas em diferentes bairros do município.
Conforme a Equatorial, as inspeções comprovaram que, em todos os imóveis fiscalizados, a energia elétrica era desviada por meio de ligações diretas na rede da distribuidora, sem passar pelo sistema de medição. Além de representar crime, esse tipo de fraude compromete a qualidade e a segurança do fornecimento de energia, podendo provocar sobrecarga na rede, interrupções no serviço e riscos de acidentes.
Para o gerente de Obras e Manutenção da Equatorial Pará, Clayson Almeida, o combate às ligações clandestinas é essencial para garantir a segurança da população e a qualidade do fornecimento de energia.
As quatro pessoas presas em flagrante foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil de Pacajá, onde permaneceram à disposição da Justiça. Os responsáveis pelas irregularidades também responderão pelos prejuízos causados à distribuidora, conforme prevê a legislação.
A Equatorial Pará reforçou que o furto de energia é crime, previsto no artigo 155 do Código Penal Brasileiro, com pena de reclusão de um a seis anos, além da aplicação das medidas administrativas cabíveis. A distribuidora destacou ainda que ligações clandestinas colocam em risco a vida da população, dos profissionais que atuam na rede elétrica e comprometem a qualidade do fornecimento para toda a comunidade.
A empresa orienta que denúncias sobre furto de energia podem ser realizadas de forma anônima por meio da Central de Atendimento 0800 091 0196 e o número da polícia, no 190.
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