Carbono Oculto: Justiça bloqueia R$ 10,8 bi em nova etapa da Operação
Escrito por Jornalismo Nativa em 1 de Novembro, 2026
A Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP) conseguiu bloquear R$ 10,8 bilhões em uma nova fase da Operação Carbono Oculto. A medida busca impedir que movimentações patrimoniais comprometam a eficácia dos bloqueios anteriores.
Segundo a procuradoria, agentes que ainda não figuravam entre os alvos da investigação teriam participado dessas movimentações. Por isso, a PGE-SP ampliou as restrições para preservar os bens sob investigação.
No entanto, a procuradoria ressalta que a responsabilização patrimonial de cada investigado ainda depende de uma decisão da Justiça.
Como funcionava a estrutura investigada
De acordo com a investigação, o esquema envolvia uma rede de empresas, gestores, instituições financeiras e fundos de investimento. Dessa forma, os envolvidos distribuíam a propriedade dos ativos entre diferentes agentes.
Segundo a PGE-SP, essa estrutura dificultava a identificação dos verdadeiros controladores dos recursos, conhecidos como beneficiários efetivos.
Além disso, os investigadores identificaram movimentações como a extinção e a conversão de fundos, a transferência de carteiras e a substituição de administradores.
Para a procuradoria, essas operações permitiriam que os envolvidos mantivessem o controle econômico dos bens, mesmo após as restrições determinadas pela Justiça.
Assim, a ampliação dos bloqueios busca impedir novas movimentações que possam comprometer a recuperação dos valores investigados.
O que a Operação Carbono Oculto investiga
A Operação Carbono Oculto investiga possíveis conexões entre o crime organizado, o mercado financeiro e o setor de distribuição de combustíveis.
Em agosto de 2025, a investigação identificou indícios de que os envolvidos utilizavam estruturas financeiras para proteger patrimônios contra a cobrança de credores.
Além disso, os investigadores apontaram o possível uso dessas operações para dificultar a cobrança de tributos.
Diante dessas suspeitas, a nova fase da operação busca preservar os ativos e evitar que mudanças na estrutura patrimonial prejudiquem o andamento das medidas judiciais.
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