Maranhão define cinco pré-candidatos ao Governo

Escrito por em 7 de Abril, 2026

Com o encerramento da janela partidária em 3 de abril e o prazo de desincompatibilização no sábado (4) , o cenário eleitoral no Maranhão se consolidou com cinco pré-candidatos ao governo do estado. A partir de agora, a disputa entra em uma nova fase, marcada pela articulação para formação das chapas majoritárias, com a definição dos candidatos a vice-governador e das duas vagas ao Senado, consideradas estratégicas para o fortalecimento político e eleitoral dos grupos em disputa.

O próximo marco do Calendário Eleitoral são as convenções partidárias, previstas para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto de 2026, quando as candidaturas serão oficialmente homologadas. Até lá, o ambiente político será dominado por articulações intensas, alianças e rearranjos que devem definir o peso de cada candidatura na corrida pelo Palácio dos Leões.

Entre os nomes postos na disputa está Eduardo Braide (PSD), o ex-prefeito de São Luís, que anunciou recentemente sua pré-candidatura e aparece liderando algumas pesquisas iniciais, ancorado na gestão da capital. Também integra a lista Orleans Brandão (MDB), secretário de Assuntos Municipalistas e sobrinho do governador Carlos Brandão, sendo apontado como o principal representante da continuidade do grupo governista.

Indefinições de vice-governadores e senadores

Pela oposição, Lahesio Bonfim (NOVO), ex-prefeito de São Pedro dos Crentes e segundo colocado nas eleições de 2022, mantém uma base consolidada no eleitorado conservador e reforça um discurso alinhado à direita. Já Felipe Camarão (PT), atual vice-governador, figura como o nome do partido na disputa, embora sua candidatura ainda seja alvo de especulações diante de possíveis composições políticas. Completa o quadro Enilton Rodrigues (PSOL), representante da federação PSOL/REDE, que busca consolidar uma alternativa à esquerda e já articula nomes para o Senado.

O atual governador Carlos Brandão permanece no cargo e não disputará novos cargos em 2026, mas atua como peça central na condução do processo sucessório, especialmente na articulação da candidatura de Orleans Brandão.

Com a definição dos pré-candidatos, o foco agora se desloca para a montagem das chapas, especialmente diante da disputa por duas vagas ao Senado, o que amplia o espaço de negociação entre partidos e lideranças. Diferentemente de 2022, os eleitores maranhenses escolherão dois senadores, o que gera um efeito de acomodação entre forças políticas.

No campo governista, aparecem nomes como Weverton Rocha (PDT), André Fufuca (PP) e Roseana Sarney (MDB) surgem como potenciais integrantes da chapa. Já em outros campos, a senadora Eliziane Gama (PT), recém-filiada ao partido, busca a reeleição e enfrenta o desafio de reorganizar sua base política.

O ex-senador Roberto Rocha (Republicanos), aliado de Lahesio Bonfim, também figura como opção competitiva, enquanto Antônia Cariongo é cotada pela esquerda ligada ao PSOL.

A escolha do vice-governador também ganha protagonismo como peça-chave nas negociações. No caso de Orleans Brandão, a estratégia passa pela busca de um nome que equilibre forças regionais ou represente partidos aliados com peso político, como PP ou Republicanos. Eduardo Braide, por sua vez, enfrenta o desafio de ampliar sua presença no interior, o que torna a escolha do vice determinante para dar capilaridade à sua candidatura.

No campo petista, Felipe Camarão ainda vive indefinições estratégicas, podendo manter a pré-candidatura ao governo, compor como vice em uma chapa de unidade ou até disputar o Legislativo, a depender da evolução das alianças.

Análise da notícia

O novo momento da disputa eleitoral no Maranhão marca a transição de uma fase de definições formais para um período dominado pela articulação política intensa. Com os cinco pré-candidatos já postos, o centro da estratégia deixa de ser apenas a viabilidade individual e passa a ser a capacidade de गठear alianças amplas e funcionais. Nesse contexto, a montagem das chapas majoritárias — especialmente a escolha do vice e dos nomes ao Senado — tende a ser o principal fator de desequilíbrio entre os concorrentes, podendo fortalecer candidaturas que, isoladamente, não liderariam o cenário.

As mudanças partidárias ocorridas durante a janela eleitoral também desempenham papel decisivo nesse processo. Elas não apenas reorganizam forças locais, mas refletem movimentos nacionais que influenciam diretamente os estados. A migração de lideranças para partidos com maior proximidade ao governo federal, por exemplo, pode garantir acesso a mais recursos, tempo de televisão e palanques competitivos. Ao mesmo tempo, essas trocas exigem recomposição de bases eleitorais, o que nem sempre ocorre de forma automática, gerando incertezas sobre a real transferência de capital político.

Na esfera federal, o alinhamento com o governo do presidente Lula tende a impactar diretamente a formação das chapas no Maranhão, sobretudo entre partidos como PT, MDB e aliados. Esse vínculo pode ser determinante tanto para consolidar candidaturas quanto para atrair apoios estratégicos. Já no campo da oposição, a tendência é de busca por unidade em torno de nomes com maior densidade eleitoral, como forma de enfrentar a estrutura governista.

No plano estadual, a força dos partidos com capilaridade municipal — especialmente aqueles com grande número de prefeitos — se torna ainda mais evidente. Essas legendas passam a atuar como peças-chave nas negociações, influenciando diretamente a definição de vices e senadores. Assim, o cenário eleitoral de 2026 no Maranhão se desenha menos como uma disputa isolada entre candidatos e mais como um complexo jogo de alianças, onde as recentes mudanças partidárias podem redefinir, de forma significativa, o equilíbrio de forças até o período das convenções.


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