Os 10 estados com a pior qualidade de vida do Brasil
Escrito por Jornalismo Nativa em 23 de Maio, 2026
Segundo o levantamento do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira (20), as regiões Norte e Nordeste concentram os estados com a pior qualidade de vida do país, avaliados a partir de 57 critérios e três grandes dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades.
O índice é desenvolvido em parceria entre o Imazon, a Fundação Avina, a iniciativa Amazônia 2030, o Centro de Empreendedorismo da Amazônia e a organização internacional Social Progress Imperative.
Os 10 estados brasileiros com pior qualidade de vida em 2026
Pará — 55,80
Maranhão — 57,59
Acre — 58,03
Amapá — 58,10
Rondônia — 58,60
Bahia — 58,72
Alagoas — 58,97
Amazonas — 59,34
Roraima — 59,65
Piauí — 60,48
O IPS Brasil 2026 registrou média nacional de 63,40 pontos em uma escala de 0 a 100.
O relatório mostra que os estados com pior desempenho concentram fragilidades em áreas como saneamento, acesso à saúde, infraestrutura urbana, violência e inclusão social.
Os pesquisadores destacam que parte importante das dificuldades das regiões Norte e Nordeste está associada à desigualdade histórica de investimentos públicos, além da baixa integração logística e da distância dos grandes centros econômicos.
Na Amazônia Legal, por exemplo, muitos municípios apresentam baixa densidade populacional e grande isolamento territorial, o que eleva custos de infraestrutura e dificulta o acesso a serviços essenciais.
O Pará aparece na última colocação nacional, com nota 55,80 na escala de 0 a 100.
Segundo o IPS, um dos fatores que mais impactam o desempenho do estado é a dimensão ambiental, já que estados da Amazônia Legal concentram os piores indicadores de Qualidade do Meio Ambiente devido ao avanço acumulado do desmatamento, das queimadas e das emissões de gases de efeito estufa.
Os índices refletem diretamente atividades do setor primário, entre mineração e os impactos da expansão da fronteira do agronegócio. O estado também enfrenta dificuldades históricas na distribuição territorial da renda e na universalização de serviços públicos.
Os mesmos problemas são compartilhados por Acre, Amapá e Rondônia.
O Maranhão, penúltima posição do ranking, também enfrenta dilemas históricos ligados à pobreza multidimensional, à precariedade do saneamento básico e à desigualdade regional. Segundo o IBGE, o estado está entre aqueles com menor renda domiciliar per capita do país.
Apesar disso, o IPS observa que alguns estados nordestinos apresentam resultados relativamente melhores em indicadores de inclusão social quando comparados a regiões mais ricas do país.
O relatório aponta que a dimensão “Oportunidades” continua sendo a principal fragilidade estrutural do Brasil. A nota média nacional nesse eixo foi de apenas 46,82.
Os piores resultados aparecem em Direitos Individuais (39,14), Acesso à Educação Superior (45,97) e Inclusão Social (47,22), componente que mantém trajetória de queda desde 2024.
Nativa FM Itinga 88,5