Medicina da UFPA é punida por resultados insatisfatórios
Escrito por Jornalismo Nativa em 18 de Março, 2026
O curso de Medicina da Universidade Federal do Pará (UFPA) foi punido pelo Ministério da Educação (MEC) devido a resultados insatisfatórios no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025. As decisões foram divulgadas em cinco portarias elaboradas pelo MEC nesta terça-feira (17). A UFPA foi a única instituição federal que teve sanções imediatas. O curso teve redução de 50% das vagas e suspensão de pedidos de aumento de vagas.
As portarias determinaram a abertura de processos de supervisão contra cursos de Medicina em todo o país após resultados insatisfatórios no Enamed – prova anual aplicada pelo MEC por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) – para avaliar a formação médica no Brasil.
O resultado do Enamed foi divulgado em janeiro e mostrou que 107 dos 351 cursos avaliados ficaram com notas 1 e 2. As sanções atingem instituições com desempenho insatisfatório no exame e variam de acordo com o percentual de alunos considerados proficientes. Dentre as punições, há desde restrição de vagas até a suspensão de entrada de novos estudantes.
Entre as outras instituições federais que também tiveram resultado insuficiente, junto com a UFPA, estão a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), de Foz do Iguaçu (PR), e Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).
As universidades tiveram abertura de processo de supervisão, sem punições imediatas.
PRIVADAS – No total 52 instituições privadas tiveram punições mais duras contra os seus cursos de medicina. Todos passarão por processos de revisão. Uma das portarias do MEC atingiu os cursos com pior desempenho: conceito Enade 1 e menos de 30% de alunos com proficiência.
Nesses casos, o MEC suspendeu ingresso de novos estudantes, suspendeu programas federais (como Fies) e impedirá aumento de vagas.
A segunda portaria trata de cursos também com conceito Enade 1, mas com desempenho de proeficiência dos alunos entre 30% e 40%. Para essas instituições haverá: redução de 50% das vagas, suspensão de novos contratos do Fies, impedimento de aumento de vagas e restrições a programas federais.
A terceira portaria abrange cursos com conceito Enade 2 e desempenho entre 40% e menos de 50% de alunos proficientes. Para esses cursos, as medidas são mais leves, mas ainda incluem restrições como a redução de 25% das vagas, suspensão de novos contratos do Fies, impedimento de ampliar vagas, e limitações em programas federais.
Fonte: O Liberal
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