Criança de 11 anos é trocada por R$ 20 e litros de açaí
Escrito por Jornalismo Nativa em 18 de Abril, 2026
Em uma operação integrada entre as polícias Civil e Militar, um novo capítulo de horror na vida de uma criança de 11 anos foi interrompido na noite de terça-feira (14/4). O caso, ocorrido em um flutuante na orla do Rio Solimões, choca pela reincidência: a menina já havia sido resgatada de um casamento forçado há menos de seis meses.
O Flagrante no Flutuante
A ação policial começou após uma denúncia anônima informar que um homem de 65 anos estaria aliciando menores no “Flutuante do Loiro”. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a vítima de 11 anos e sua irmã de 17. A criança confirmou que acabara de sofrer abusos dentro de um quarto, enquanto a adolescente vigiava a porta.
O Papel da Família
Durante a abordagem ao suspeito de 65 anos, a irmã mais velha das vítimas, de 21 anos, ligou para o celular do agressor procurando pelas meninas. Ao ser atendida por um policial, ela desligou, mas compareceu à delegacia pouco depois para questionar a prisão do homem, momento em que também recebeu voz de prisão.
As investigações da Delegacia Especializada de Polícia (DEP) revelaram que a irmã de 21 anos era a mentora do esquema. Ela ameaçava a criança, dizendo que, se ela não aceitasse os abusos, seria devolvida ao abrigo.
Histórico de Abusos
O histórico da vítima é marcado pela omissão do Estado e da família:
Novembro de 2025: A menina foi resgatada de um “casamento” com um homem de 33 anos no Lago do Urbim. Na época, o pai foi preso por conivência e a mãe recebeu uma medida protetiva para não se aproximar da filha.
Março de 2026: A Justiça entregou a guarda da criança à irmã de 21 anos, acreditando ser um ambiente seguro.
Abril de 2026: Menos de um mês após sair do abrigo, a criança volta a ser explorada sexualmente sob o comando da nova tutora.
Procedimentos Legais
A delegada Joyce Coelho explicou que a adolescente de 17 anos é tratada, por enquanto, como vítima, por estar sob a autoridade coercitiva da irmã mais velha. O idoso e a irmã de 21 anos responderão por estupro de vulnerável e exploração sexual de criança.
A criança foi novamente encaminhada ao serviço de acolhimento institucional e receberá acompanhamento psicológico intensivo. O caso acende um alerta sobre a fiscalização da guarda de menores que saem de situações de risco extremo.
Nativa FM Itinga 88,5