Velha Política: PF apreende cestas básicas em Marabá
Escrito por Jornalismo Nativa em 4 de Outubro, 2026
Ação cumpriu três mandados e aprendeu cestas básicas e outros bens que seriam usados para compra de votos
A Polícia Federal (PF) cumpriu três mandados de busca e apreensão na Operação Velha Política, na manhã deste sábado (3). Um dos alvos foi uma empresa, que tem como sócio o vereador e presidente da Câmara Municipal de Marabá (CMM), Ilker Moraes (MDB). De acordo com a Polícia Federal, a Operação Velha Política deflagrada neste sábado apreendeu cestas de alimentos e outros bens, que poderiam ser usados para compra de votos.
Em um dos endereços, foram encontradas cestas básicas, cadeiras de roda, cadeiras de banho, banheiras, eletrodomésticos, cobertores, geradores e outros itens. Também foram apreendidos documentos relacionados a campanha política e aparelhos eletrônicos.
A investigação apura crimes eleitorais, como corrupção eleitoral, seja por meio de dinheiro em espécie ou outros vantagens, como bens e utensílios em geral. As apurações policiais seguirão para identificar os autores e os beneficiários. A Polícia Federal não divulgou os candidatos ou partidos envolvidos nas denúncias.
O Grupo Liberal apurou que uma das empresas alvos da operação tem como sócio o presidente da Câmara de Vereadores de Marabá, Ilker Moraes (MDB). A reportagem entrou em contato com a Câmara Municipal de Marabá (CMM) e com o vereador Ilker Moraes para se manifestarem. O vereador está atualmente no quarto mandato consecutivo. Outras pessoas também foram alvo de mandados de busca e apreensão, mas não tiveram os nomes divulgados.
O vereador Ilker Moraes divulgou nota na tarde deste sábado (03/10) informando que a diligência foi realizada na sede de uma empresa da qual é sócio, e somente nessa condição que o nome do parlamentar está relacionado ao caso. O vereador não se encontrava no local.
“O advogado da empresa protocolou, ainda no início da tarde, pedido de acesso ao processo, que tramita sob segredo de justiça. Este procedimento é assegurado por lei e visa garantir o direito constitucional à defesa e ao contraditório; contudo, o acesso só foi liberado às 16h45, após reiterados pedidos. Nesse intervalo, informações sobre o caso já circulavam na imprensa, inclusive com dados que não correspondem aos fatos, utilizando a desinformação para promover o linchamento virtual do vereador”, destaca.
Na nota, o vereador Ilker Moraes lamentou “essa inversão às vésperas da eleição, confia na Justiça Eleitoral e permanece à disposição das autoridades para prestar as informações que se fizerem necessárias”, finaliza.
Nativa FM Itinga 88,5