Maestro Roberto Tibiriçá morre aos 72 anos de idade em São Paulo
Escrito por Jornalismo Nativa em 3 de Outubro, 2026
O maestro Roberto Tibiriçá teve a morte anunciada neste sábado, 3, aos 72 anos de idade. A causa do óbito não foi divulgada, mas o músico sofria com um câncer há ao menos dois anos
A informação foi divulgada pelo perfil oficial do Theatro Municipal de São Paulo no Instagram. A entidade destacou que o legado de Roberto Tibiriçá “permanece na música brasileira, nas orquestras que regeu e, sobretudo, nas gerações de músicos que tiveram suas trajetórias marcadas por seu trabalho e dedicação à formação musical.”
O velório será aberto ao público e ocorre neste sábado, 3, no Salão Nobre do Theatro Municipal, das 18h às 22h, e continua no domingo, 4, das 8h às 12h, no palco da Sala de Espetáculos. O sepultamento está previsto para as 13h de domingo, 4, no Cemitério São Paulo.
Aos 5 anos de idade, Roberto Tibiriçá ganhou seu primeiro piano de brinquedo, por influência da família – a mãe era música e a avó era pianista à época do cinema mudo.
Ao longo das décadas, teve destaque à frente da Osesp, Orquestra Sinfônica Brasileira, de Minas Gerais, do Paraná e a Petrobrás Sinfônica. Fora do Brasil, regeu a Orquestra Simón Bolívar, na Venezuela.
Ao longo da vida, recebeu os prêmios APCA, Carlos Gomes e a Ordem do Ipiranga. Também foi agraciado com o título de Doutor por Notório Saber da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2024.
Em 2005, tornou-se diretor do Instituto Bacarelli, à frente do projeto que consolidou a Orquestra Sinfônica de Heliópolis. Ele era ocupante da cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Música, que assumiu em 2003. Desde 2018, era membro honorário da Academia Nacional de Música.
Entre suas influências, citava Eleazar de Carvalho (1912-1996) e os russos Dmitri Shostakovitch (1906-1975), Sergei Rachmaninoff (1873-1943), Serguei Prokofiev (1891-1953) e Piotr Ilitch Tchaikovski (1840-1893).
Por André Carlos Zorzi (Estadão)
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