Pará mira energias renováveis como motor econômico
Escrito por Jornalismo Nativa em 14 de Junho, 2026
Alex Carvalho, presidente Fiepa
As expectativas em torno da exploração de petróleo na Margem Equatorial, embora animem o setor produtivo, ainda vivem fases iniciais de exploração e embates entre contrários e favoráveis. Mas, pelo que defendeu o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), Alex Carvalho, mesmo que esse petróleo nunca chegue a ser extraído, ou que a janela de oportunidade se feche antes disso, o Pará tem outros caminhos para manter um ritmo de crescimento econômico expressivo. Na avaliação de Carvalho, os combustíveis renováveis são uma alternativa real e estruturada.
“O Pará pode continuar num processo de crescimento significativo, experimentando novas plantas de processamento de biodiesel e etanol, estabelecendo-se como ativo importante na geração de combustíveis renováveis”, afirmou Carvalho.
O dirigente destaca ainda uma matriz praticamente ignorada: o biogás. Segundo ele, o potencial é enorme, mas permanece subutilizado por falta de escala e pelo custo ainda elevado de produção. “Desperdiçamos muito esse potencial, temos pouquíssimos atores centrais. É um grande ativo a ser avançado”, disse.
A lógica defendida por Carvalho é a de uma transição progressiva: usar as receitas do petróleo, se e quando vierem, para financiar a migração gradual para fontes limpas, sem rupturas abruptas na economia regional. “É como uma mixagem: sair de um e entrar no outro de forma fluída, harmônica, sem quebrar o ritmo”, resumiu.
O tema deve ganhar espaço central na segunda edição do Amazon Energy, fórum organizado pela Fiepa que, na estreia, concentrou debates em torno do óleo e gás.
(Wagner Santana | O Liberal)
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