AUTOIMAGEM E ETARISMO: Ana Paula Padrão rebate críticas após fotos de biquíni no Pará

Escrito por em 5 de Novembro, 2026

A jornalista e apresentadora Ana Paula Padrão, de 60 anos, publicou uma série de reflexões no Instagram Stories para responder às críticas de cunho etarista por conta de uma postagem anterior.

As críticas surgiram após ela divulgar registros de biquíni durante viagem às praias fluviais do Rio Tapajós, no Pará, onde esteve com o marido, o empresário Gustavo Diament, de 55 anos, e um grupo de amigos.

Ana Paula expôs aos seguidores uma manchete publicada sobre sua viagem: “Aos 60 anos, Ana Paula Padrão posa de biquíni e exibe corpão: Simplesmente belíssima”. Em seguida, ela solicitou a opinião do público sobre o texto.

A análise de cerca de 20 mil comentários revelou divisões entre homens e mulheres diante do conteúdo da chamada. A apresentadora destacou que omitiu os registros mais ofensivos antes de compartilhar o material.

Diferença no tratamento midiático entre os gêneros
A jornalista destacou que manchetes digitais tratam corpos masculinos e femininos de formas distintas, mesmo em situações equivalentes. Ela ilustrou o contraste com um exemplo direto.

Segundo ela, um homem fotografado de sunga na praia é situação descrita como comum, sem menção à idade. Enquanto isso, uma mulher fotografada de biquíni na praia vira situação descrita como feito notável, com destaque para a faixa etária

Para Ana Paula, esse padrão revela uma expectativa social assimétrica. Enquanto o homem é visto como adequado ao ambiente, a mulher é tratada como exceção digna de admiração condicionada à idade.

Relacionamentos também sofrem com o duplo padrão

A apresentadora ampliou a crítica para o campo afetivo.

Ela apontou que manchetes sobre mulheres em relacionamentos com parceiros mais jovens costumam destacar a diferença de idade de forma explícita. O inverso, porém, não recebe o mesmo destaque editorial, pois é tratado como algo trivial.

Segundo ela, esse padrão reforça a ideia de que a autonomia feminina sobre escolhas afetivas ainda causa estranhamento social.

Liberdade masculina como norma histórica

Ao encerrar sua reflexão, Ana Paula apontou para a raiz do problema. A sociedade, segundo ela, não está acostumada a reconhecer relevância e voz femininas em determinadas fases da vida.

O homem, por sua vez, sempre desfrutou de ampla liberdade para fazer escolhas públicas sobre com quem se relacionar, onde circular e o que vestir. Essas mesmas atitudes, quando praticadas por mulheres, ainda geram questionamentos.

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A apresentadora concluiu que foi justamente essa assimetria que motivou sua crítica às manchetes.


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