Internado a 43 dias, morre ‘Toizim do PT’ vítima de ataque a tiros
Escrito por Jornalismo Nativa em 6 de Novembro, 2026
Antônio Moreira, mais conhecido como “Toizim do PT”, estava internada em um hospital particular de Belém há 43 dias
O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Tailândia, Antônio Moreira, mais conhecido como “Toizim do PT”, morreu na noite de quarta-feira (4/11). Ele estava internado desde 22 de setembro, havia 43 dias, na UTI de um hospital particular de Belém, em estado gravíssimo, após ser baleado em Tailândia, no nordeste paraense.
O crime ocorreu em 21 de setembro, dentro do escritório onde ele trabalhava, localizado na avenida Fortaleza. De acordo com as investigações, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta Pop vermelha e surpreenderam Toizim com vários disparos. Na época em que o ataque ocorreu, a Polícia Militar informou que pelo menos cinco tiros foram efetuados com um revólver calibre .38.
Em nota, o PT lamentou a morte de Antônio e disse que ele era “companheiro querido, militante comprometido e dedicado à construção e ao fortalecimento do Partido dos Trabalhadores”. “(…) Toizin presidia o PT de Tailândia desde 2019 e havia sido reeleito para a presidência do Diretório Municipal no último Processo de Eleições Diretas (PED), realizado em 2025. Em 2024, também disputou uma vaga na Câmara Municipal de Tailândia pelo partido”, disse.
“Sua trajetória foi marcada pela dedicação à militância partidária, pela defesa dos ideais democráticos e pelo compromisso com a população de Tailândia, deixando um legado de participação política, companheirismo e luta coletiva”, acrescentou.
O Partido manifestou ainda “profunda tristeza diante dessa perda irreparável” e expressou sua solidariedade aos familiares, amigos, companheiros e companheiras de militância, “desejando força e conforto neste momento de imensa dor”. “Diante da gravidade dos fatos, reafirmamos nossa confiança na atuação das autoridades competentes e esperamos o rigoroso esclarecimento das circunstâncias do crime, com a identificação e a responsabilização dos envolvidos”, concluiu.
As prisões
Na mesma semana em que o crime ocorreu, no dia 25 de setembro, a Polícia Civil deflagrou a operação “Marco Divisória”, em apuração ao episódio. Nessa ocasião, oito pessoas, que não tiveram as identidades reveladas, foram presas e várias armas de fogo apreendidas. O trabalho policial foi coordenado por equipes da Delegacia de Tailândia e da Delegacia de Homicídios de Tucuruí. Segundo a PC, o objetivo da ação foi identificar e prender pessoas envolvidas no ataque contra a liderança política, além de reunir elementos que possam ajudar a esclarecer as circunstâncias e a motivação do crime.
Em nota, a PC informou que a Delegacia de Tailândia segue investigando o caso. “No dia 25 de setembro, a PC deflagrou a operação “Marco Divisória” em Tailândia e Moju para prender envolvidos em uma tentativa de homicídio que teve como vítima uma liderança política em Tailândia, alvejada por disparos de armas de fogo por diversas vezes no dia 21 de setembro”, comunicou.
“À época dos fatos, oito pessoas foram autuadas em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso restrito. Entre elas, duas ainda receberam voz de prisão decorrente dos mandados de prisão temporária expedidos pela Vara Criminal de Tailândia. Foram apreendidas 14 armas de fogo, sendo nove espingardas, três pistolas e dois revólveres, além de 134 munições de calibres diversos, cinco coletes balísticos e aparelhos telefônicos”, acrescentou a instituição policial.
Nativa FM Itinga 88,5